Chega a equipe de socorro: Mochileira brasileira ferida em trilha na Indonésia aguarda resgate há mais de 16 horas em área de difícil acesso

A brasileira Juliana Marins (foto), de 26 anos, permanece ferida e à espera de resgate desde que sofreu uma queda de aproximadamente 300 metros durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia. O acidente ocorreu na sexta-feira (20), e a jovem, que viaja sozinha pela Ásia desde fevereiro, já aguardava há mais de 16 horas quando uma equipe de montanhistas conseguiu localizá-la com água e alimentos.

Natural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Juliana é formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atua profissionalmente como dançarina de pole dance. Ela vinha documentando sua jornada por países como Filipinas, Vietnã e Tailândia nas redes sociais, até chegar à Indonésia, onde contratou uma empresa local para fazer a trilha ao vulcão.

A chegada da equipe de resgate ocorreu pouco antes das 22h do horário local (11h em Brasília). No entanto, devido ao terreno acidentado e à baixa visibilidade, o resgate propriamente dito foi adiado e deve ocorrer apenas na manhã do sábado (horário local).


Espera angustiante e comunicação precária

A família de Juliana soube do acidente por meio de publicações nas redes sociais. A irmã da jovem, Mariana Marins, contou que, sem sinal de internet no local do acidente, Juliana perdeu o contato com os familiares. “Ela está sem acesso ao celular porque o pacote de internet que ela contratou não pega lá. Eu fiquei sabendo através do Instagram”, relatou.

De acordo com Mariana, um grupo de turistas passou pelo local cerca de três horas após a queda e conseguiu encontrar os acompanhantes de Juliana. Com o auxílio de um drone, gravaram imagens que foram enviadas à família. Em um dos vídeos, é possível ouvir um dos integrantes do grupo dizendo, em inglês: “She looks very scared” (“Ela parece muito assustada”).

Juliana está bastante debilitada, sem conseguir se mover, segundo os relatos do grupo que permanece nas proximidades. Por volta das 4h da manhã (horário de Brasília), parte da equipe de resgate já havia chegado ao local, mas o profissional capacitado para fazer a descida até o ponto onde Juliana se encontra ainda não havia chegado.

“Eu pedi para o grupo continuar falando com ela para mantê-la acordada. Disseram que ouviram apenas um ‘help’ com uma voz muito trêmula”, contou Mariana.


Embaixada acompanha o caso

Diante da gravidade da situação e da demora da resposta da empresa de turismo local, a família acionou a Embaixada do Brasil em Jacarta. O órgão está tentando intermediar o contato com a agência responsável pelo passeio, mas enfrenta dificuldades.

“Tentamos falar com a empresa, mas o inglês era muito ruim. A embaixada disse que não consegue mandar o resgate diretamente, mas que está tentando contato com a agência”, relatou Mariana.

Desde as 2h da madrugada (horário de Brasília), uma densa nuvem cobre a região, o que tem dificultado a visibilidade do grupo que acompanha Juliana e comprometido a operação de resgate. As autoridades locais informaram que só será possível iniciar o resgate com segurança quando as condições climáticas melhorarem.

Com informações da imprensa nacional – Imagem: Redes Sociais

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