Como parlamentares do Piauí votaram medida que previa aumento da arrecadação na Câmara

É hora de dar nomes aos bois. E os bois, neste caso, têm endereço certo: a bancada do Piauí na Câmara dos Deputados. Mais especificamente, os deputados Átila Lira (PP) e Júlio Arcoverde (PP). Enquanto a grande maioria dos representantes piauienses entendeu seu papel de defender os interesses do estado e do povo brasileiro, votando CONTRA a manobra que soterraria uma importante proposta de arrecadação, esses dois escolheram um caminho diferente: o da subserviência.

O que estava em jogo? A Medida Provisória 1303/2025. Uma proposta que, longe de ser perfeita, era um passo necessário para começar a corrigir uma distorção histórica: a taxação privilegiada dos mais ricos. Ela unificava a alíquota de investimentos financeiros em 18% e aumentava a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para bancos e fintechs de alto rendimento. Em outras palavras, fazia com que quem mais tem e quem mais lucra no sistema financeiro contribuísse um pouco mais.

O resultado esperado? Cerca de R$ 17 bilhões a mais nos cofres públicos em 2026. Dinheiro para saúde, educação, infraestrutura, segurança. Dinheiro para o Piauí e para o Brasil.

Mas para a boiada da direita e extrema direita, esse era um caminho inaceitável. Melhor defender os lucros exorbitantes de bancos e as aplicações milionárias do que garantir recursos para o povo. E aí entram os bois da boiada.

Átila Lira e Júlio Arcoverde, com seus votos a favor do requerimento que engavetou a MP, não estavam apenas seguindo uma orientação partidária. Eles estavam:

  1. Votando contra o povo brasileiro: Ao ajudar a enterrar a proposta, eles negaram ao país recursos vitais. Esse rombo de R$ 17 bilhões será sentido nos hospitais, nas escolas e no bolso da população mais vulnerável.
  2. Traindo o mandato: Um deputado federal é eleito para representar o povo, não para ser um gado num curral político. A esmagadora maioria dos colegas do Piauí – de Castro Neto (PSD) a Merlong Solano (PT) – entendeu isso e votou pela manutenção da pauta. Átila e Júlio preferiram representar os interesses de uma elite econômica.
  3. Seguindo a cartilha do retrocesso: A cartilha, como bem apontado pelos governistas, é a de um líder político piauiense, que transformou seu partido em um instrumento de obstrução aos projetos de interesse nacional. São “parlamentares zero à esquerda” no sentido mais pejorativo do termo: sem projeto, sem voz própria, sem compromisso com o bem-estar social. Sua única ideologia é a obediência cega.

O argumento de que “não houve tempo” é a cortina de fumaça perfeita para uma manobra política calculista. Eles sabiam perfeitamente que, ao aprovar o requerimento, estavam matando a MP. Foi uma escolha consciente.

Enquanto isso, a bancada do Piauí que ficou do lado certo da história – Castro Neto, Dr. Francisco, Flávio Nogueira, Florentino Neto, Jadyel Alencar, Júlio César, Marcos Aurélio Sampaio e Merlong Solano – mostrou que é possível ter uma atuação diversa, mas convergente na defesa dos recursos para o desenvolvimento.

Agora, a conta chega para todos nós. O governo terá que buscar compensar esse rombo monumental, e a sociedade deve guardar na memória os nomes de quem, na hora decisiva, escolheu carregar a boiada e desviar recursos que eram de todos para beneficiar poucos.

E o governo tem uma arma poderosa: as famigeradas emendas parlamentares obscuras. Elas dão poder e são utilizadas como armas contra o povo. É hora de desarmá-las para atingir quem vota de costas para o povo.

Imagem: Chat GPT

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