DHPP conclui inquérito sobre assassinato de GCM Penélope Brito e vereador Thiciano Ribeiro

A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que apura o assassinato da guarda civil municipal Penélope de Brito e do vereador de Parnaíba Thiciano Ribeiro da Cruz, mortos a tiros no último dia 27 de agosto, no Centro-Sul de Teresina. O crime foi cometido pelo ex-marido de Penélope, o também GCM Francisco Fernando de Oliveira Castro, que não aceitava o fim do relacionamento e agiu de forma premeditada.

Investigação

De acordo com a delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os levantamentos mostraram que Francisco Fernando apresentava comportamento abusivo e agressivo durante o casamento, marcado por grosserias e tentativas de controlar a carreira da ex-esposa.
“Ficou claro nos depoimentos de amigos e familiares que ele não aceitava o fato de Penélope ocupar um cargo de comando dentro da Guarda Civil. Ele chegou a impor um ultimato: ou ela deixava a função, ou o casamento acabava”, disse a delegada.

Penélope se recusou a ceder e decidiu pela separação, há cerca de cinco meses. Desde então, passou a ser ameaçada e perseguida. Amigos relataram que a vítima chegou a cogitar uma medida protetiva, mas acreditou que o risco havia diminuído quando soube que o ex-companheiro estava em um novo relacionamento.

O crime

Na noite do dia 26 de agosto, Francisco encerrou o plantão em Parnaíba e viajou para Teresina. A polícia acredita que ele tenha descoberto que Penélope e Thiciano estavam na cidade. Na manhã seguinte, emboscou o casal e efetuou vários disparos de pistola calibre 9mm, matando os dois no local. Um taxista que passava pela região também foi atingido por estilhaços e sobreviveu.

A delegada destacou que o assassinato foi frio e calculado.
“Houve premeditação, motivo torpe, execução sem chance de defesa, meio cruel e perigo comum. Esses elementos tornam o crime ainda mais grave”, ressaltou.

Indiciamento

Com base nas provas e depoimentos, o DHPP indiciou Francisco Fernando pelos crimes de:

  • Feminicídio majorado (contra Penélope Brito)
  • Homicídio qualificado (contra Thiciano Ribeiro)
  • Tentativa de homicídio qualificado (contra o taxista Paulo César Lopes)

A arma utilizada foi identificada como uma pistola Taurus 9mm, laudo que reforça as qualificadoras do inquérito.

Declarações

Durante coletiva, a delegada Nathália Figueiredo reforçou que a vítima nunca tem culpa:
“Penélope era reconhecida como profissional competente e dedicada. Ela apenas seguiu sua vida, como qualquer pessoa tem direito. O agressor não aceitou e levou essa obsessão ao limite, resultando em um crime brutal”.

Próximos passos

Apesar da conclusão do inquérito, o caso agora segue para o Ministério Público, que poderá apresentar denúncia à Justiça. Novas informações que surgirem ainda poderão ser anexadas ao processo.

Da Redação – Imagem: Reprodução

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