A Diocese de Floriano comunicou, nesta terça-feira (26), o afastamento preventivo do padre Cícero de Moura Filho de suas funções ministeriais, após o recebimento de denúncias formais sobre sua conduta. Em nota assinada pelo bispo Dom Júlio Cesar de Jesus, a Igreja reforçou que a decisão é cautelar e não punitiva, visando assegurar uma apuração imparcial dos fatos.
Segundo boletim de ocorrência registrado em agosto, uma mulher afirma ter mantido um relacionamento de cerca de 20 anos com o sacerdote, iniciado quando ela tinha 17 anos, na cidade de Colônia do Gurgueia. Ainda conforme o relato, ambos chegaram a viver juntos em Floriano, primeiro na casa da família do padre e depois em um imóvel próprio do casal, situação que, segundo ela, era de conhecimento das famílias.
A denunciante relata ter contribuído para a formação de patrimônio conjunto, administrando inclusive o cartão bancário do religioso. No entanto, após o fim da relação, alega ter sido expulsa da residência, em 4 de agosto, por familiares do padre, que teriam trocado as fechaduras.
A mulher também pediu medida protetiva contra o sacerdote, seu irmão e seu sobrinho, além de manifestar intenção de recorrer à Justiça para reivindicar parte dos bens adquiridos durante a convivência.
Em comunicado oficial, a Diocese destacou que o padre terá direito de defesa dentro do processo canônico e pediu às comunidades que evitem julgamentos precipitados: “A verdade será buscada com serenidade e responsabilidade”, diz a nota.
Outros casos recentes
Este é o terceiro episódio envolvendo padres no Sul do Piauí em pouco mais de um mês.
- No início de agosto, o padre Vinícius José de Madeira Messias foi afastado após o vazamento de vídeos íntimos.
- Em julho, o padre José Washington Barros Mesquita, de Brejo do Piauí, foi indiciado por estupro e também afastado de suas funções pela Diocese de São Raimundo Nonato.


