A recente aproximação diplomática entre Lula e Donald Trump, com resultados concretos que reduziram ou zeraram tarifas sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, escancara uma realidade que a grande imprensa insiste em ignorar: o fracasso estratégico da extrema direita brasileira, que tentou transformar uma crise política em retaliação internacional contra o próprio país — e perdeu.
Enquanto Lula conduz negociações firmes, com resultados que beneficiam produtores, geram empregos e fortalecem a soberania nacional, Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos EUA, age contra os interesses do Brasil, operando em conluio com figuras do extremismo ideológico norte-americano. O objetivo? Salvar seu pai da prisão, mesmo que para isso fosse necessário instigar o conflito diplomático e até econômico entre as duas maiores democracias das Américas.
É um escândalo silencioso: um deputado federal, ainda no exercício do mandato, articulando contra seu país para interferir em decisões judiciais e proteger um investigado por tentativa de golpe. Um ato que, em qualquer nação minimamente séria, seria entendido como traição à pátria. No Brasil, vira nota de rodapé — e ainda com tratamento protocolar.
Enquanto isso, Trump elogia Lula. Reconhece sua capacidade de negociação. Trata-o como parceiro diplomático estratégico. Isso desmonta a estratégia da extrema direita, que tentou usar os Estados Unidos como escudo político para Bolsonaro. A tentativa não apenas falhou, como gerou o efeito inverso: Trump prefere dialogar com quem governa, não com fugitivos políticos.
Bolsonaro já foi condenado. Está sob medida restritiva. A Justiça segue agindo. A pauta agora é outra: como uma parte da elite política brasileira ainda tolera que Eduardo Bolsonaro — ausente, operando contra os interesses nacionais — continue exercendo prerrogativas que deveriam ser reservadas apenas a parlamentares comprometidos com o país.
A imprensa tradicional, mais uma vez, escolhe o caminho conveniência: relata fatos com neutralidade artificial, como se fosse “normal” que um deputado atue no exterior contra sua nação. Não é normal. Não é democrático. Não é aceitável. É grave.
E pior: setores que vibraram quando Trump impôs tarifas contra o Brasil agora se calam diante da reversão obtida por Lula. Quando o país perdia, culpavam a “perseguição ao líder”. Quando o país ganha, desaparecem.
Chegou a hora de dizer com todas as letras:
- A extrema direita brasileira tentou sabotar a diplomacia nacional e falhou.
- Lula recuperou canais de diálogo e transformou hostilidade em negociação.
- Trump, pragmaticamente, reconhece isso e respeita quem tem legitimidade de governo.
- Eduardo Bolsonaro age como agente externo contra o Brasil — um traidor político em pleno mandato.
- A grande imprensa, ao tratar esse caso como normal, contribui para a banalização da afronta à soberania.
Bolsonaro será solto ou terá sua pena confirmada? A resposta depende agora menos da pressão externa — que perdeu eficácia — e mais da capacidade da Justiça brasileira de resistir a interferências e manter a integridade institucional.
Se o país aceitar em silêncio que um parlamentar trabalhe contra o seu povo, então o problema já não é Bolsonaro. O problema somos nós.
Por Damatta Lucas – Imagem Gerada por IA Chat GPT


