Eduardo Bolsonaro: Um animal que ladra e conspira de longe contra o Brasil e a Justiça

Em pleno mandato parlamentar, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) abandonou o país, refugiou-se nos Estados Unidos e passou a agir como uma espécie de agente informal da extrema-direita internacional, num movimento coordenado contra a democracia brasileira. De lá, do conforto de seu exílio político autoimposto, o deputado licenciado transformou as redes sociais em trincheiras de ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal, à Polícia Federal e às instituições.

Com ares de valentia virtual, Eduardo late alto, como cão acuado que tenta disfarçar o medo com barulho. Mas, diante da mínima ameaça real — como o risco de enfrentar as consequências legais de seus atos —, corre para debaixo da proteção da extrema-direita norte-americana, escudado por políticos como Donald Trump e Marco Rubio. O autointitulado “herói” chegou ao ponto de, em uma live grotesca, usar sua filha de 4 anos como instrumento de propaganda pessoal, numa encenação que beira o patético.

A ameaça do exílio dourado

Em sua mais recente manifestação, Eduardo Bolsonaro passou do deboche à ameaça explícita contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmando que seu objetivo é “tirar Moraes da Corte” e que está disposto a se sacrificar por isso. Em tom de guerra, zombou da Polícia Federal, insultou agentes e disse que “o couro é duro” e que a guerra continua. Eduardo parece não compreender que a bravata digital tem limite — e que conspirar contra a Constituição fora do país não o tornará mártir, mas sim fugitivo da Justiça.

Na mesma transmissão, o deputado ameaçou resistir até “as últimas consequências” para não ser preso e afirmou, com todas as letras: “Prefiro morrer aqui no exílio”.

Contradições de um clã

Enquanto o filho cospe ofensas do exterior, o pai tenta escapar das consequências legais no Brasil. Jair Bolsonaro, usando tornozeleira eletrônica e enrolado em múltiplas investigações, tenta se descolar das sanções tarifárias impostas ao Brasil pelo governo Trump — justamente medidas que Eduardo ajudou a articular como lobista informal em Washington.

Em entrevista recente à GloboNews, Bolsonaro disse que “não tem nada a ver com a gente” e que “não tem contato com autoridades americanas”. A mesma figura que, dias antes, ofereceu-se para negociar com Donald Trump, caso Lula lhe pedisse. Mais uma contradição explícita de um ex-presidente que tenta salvar o próprio pescoço, mesmo que isso signifique atirar o próprio filho aos leões.

O risco de impunidade

Eduardo Bolsonaro, ao pedir licença do mandato em março sob a desculpa de “perseguição política”, abandonou sua função parlamentar e se refugiou no exterior. A licença de 120 dias expirou em 20 de julho, e, conforme prevê o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, ele pode — e deve — ser cassado por faltas, caso não reassuma suas funções.

Seria um escândalo institucional permitir que um deputado federal receba salário e mantenha prerrogativas parlamentares enquanto vive como agitador internacional, conspirando contra o STF e a democracia brasileira, protegido por redes extremistas dos EUA. Não há democracia saudável que tolere esse tipo de atuação impune.

Um caso para a Justiça — e para a história

Eduardo Bolsonaro não é apenas um deputado ausente. É um risco real à soberania nacional, uma ameaça institucional ativa, um operador do ódio que se vale da imunidade parlamentar enquanto desacata e desafia as instituições que jurou respeitar. Seu comportamento não pode mais ser ignorado.

Se há ainda resquício de decência no Congresso Nacional, é hora de agir. Sua cassação, investigação e responsabilização criminal não são questões de revanchismo político, mas de defesa do Estado de Direito. Não há espaço para traidores da pátria, especialmente quando se escondem em solo estrangeiro para atacar seu próprio país.

A cada nova declaração, Eduardo se aproxima não de um herói — como força a filha a dizer —, mas da imagem clássica do covarde: aquele que incita a guerra à distância, sem coragem para enfrentar a realidade de seus atos. E como todo covarde, cedo ou tarde, terá de encarar a Justiça.

Por Damatta Lucas – Imagem: ChatGPT

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