A caçada a integrantes da facção criminosa Família do Norte (FDN) ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (9), quando a polícia boliviana capturou Benilson Silva Gatinho e Andrezza Rodrigues Lobo, foragidos da Justiça do Piauí e suspeitos de envolvimento no sequestro da empresária Claudia Alquiza Moroña, ocorrido no último sábado (6), em Guayaramerín, cidade de fronteira com o Brasil.
Os dois eram alvos da Operação Denarc 60, deflagrada em 25 de outubro de 2024 pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), que desarticulou uma rota milionária de tráfico internacional de drogas. A investigação revelou o transporte de entorpecentes da Bolívia para o Piauí, com ramificações em diversos estados do Norte e Nordeste.
Prisão internacional e conexão brasileira
De acordo com a polícia boliviana, Benilson e Andrezza integravam o grupo de criminosos que sequestrou a empresária, mantida em cativeiro por um grupo de brasileiros. Durante a ofensiva policial, quatro suspeitos foram identificados e presos. Em seguida, a Polícia Civil do Piauí confirmou que parte dos detidos era, de fato, alvo de mandados de prisão emitidos no Brasil.
As autoridades dos dois países já iniciaram cooperação internacional para garantir que os criminosos respondam tanto pelo sequestro em território boliviano quanto pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa no Brasil.
O chefe ainda está foragido
Apesar da captura, o líder da célula criminosa, Leandro dos Santos Chaves, companheiro de Andrezza, segue foragido. As investigações apontam que ele seria o responsável por coordenar a compra de drogas diretamente na Bolívia e organizar a distribuição para estados como Amazonas, Pará, Maranhão e Piauí.
Estrutura do esquema
A engrenagem criminosa revelada pela Operação Denarc 60 impressiona pela sofisticação. O transporte da droga era feito em caminhões com compartimentos secretos adaptados por mecânicos em Teresina. Além disso, a facção investia pesado na lavagem de dinheiro: empresas de revenda de veículos serviam como fachada para movimentar recursos milionários, que posteriormente abasteciam os pontos de venda de drogas na capital piauiense.
Da Redação – Imagem: Reprodução


