A Justiça de Pernambuco decretou a prisão temporária de cinco pessoas investigadas pela morte do empresário piauiense Erlan Oliveira, de 27 anos, brutalmente agredido durante uma festa no Bar do Virote, em Petrolina, na última sexta-feira (20). Três dos suspeitos foram presos nesta segunda-feira (23); os outros dois seguem foragidos.
Os mandados foram expedidos contra João Ítalo Barbosa da Silva, Franklin Freire de Aquino Bezerra, José Lima Ferreira Júnior, Vitória Maria de Carvalho e Laiza Guimarães Coelho. A decisão partiu do juiz Marcos Franco Bacelar, do Plantão Judiciário de Petrolina, que determinou o prazo de 30 dias para as prisões, prorrogável mediante solicitação da polícia ou do Ministério Público.

Câmeras flagraram a ação criminosa
As investigações apontam para indícios robustos de participação dos envolvidos no homicídio qualificado. Imagens de câmeras de segurança do local registraram a sequência das agressões com clareza, reforçando a versão apresentada por testemunhas. Um dos seguranças do bar, que presenciou o crime, já prestou depoimento e sua narrativa foi considerada coerente com o material audiovisual obtido.
A prisão temporária foi fundamentada com base na Lei nº 7.960/89, sendo considerada essencial para o andamento do inquérito, especialmente para preservar a integridade da colheita de provas e evitar interferências junto a testemunhas ainda não ouvidas.
Motivações ainda são investigadas
A vítima, Erlan Oliveira, era funcionário da One Internet Group (OIG) e primo do também empresário Fernandin OIG. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos causados pelas agressões.

Além das prisões, a Justiça autorizou a apreensão e análise dos celulares dos suspeitos. Os investigadores acreditam que os dispositivos podem conter provas relevantes sobre a articulação do crime e os passos dos envolvidos antes e após a ação.
O caso tramita no Tribunal de Justiça de Pernambuco e conta com parecer favorável do Ministério Público. A Polícia Civil segue com as diligências e deve apresentar, dentro do prazo legal, o relatório final do inquérito.


