“Mais Médicos” na mira: Trump e a extrema direita brasileira contra o povo do Brasil

A ofensiva do governo de Donald Trump contra o Brasil atingiu um novo e vergonhoso patamar. Depois do tarifaço que sufoca nossas exportações e das sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal, agora o alvo é a saúde do povo brasileiro. O inimigo da vez é o Mais Médicos, um programa que levou atendimento a milhões de pessoas esquecidas pelo sistema, de comunidades indígenas a municípios remotos.

Em uma decisão marcada pelo cinismo e pela crueldade, Washington anunciou a revogação de vistos de profissionais que tiveram papel central na criação do programa, acusando-o de ser parte de um “esquema de trabalho forçado” ligado a Cuba – uma narrativa reciclada da velha cartilha anticomunista da extrema direita norte-americana. A medida, anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio, prevê ainda estender as sanções a outros funcionários brasileiros e ex-integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde.

Enquanto Trump transforma a diplomacia em arma de chantagem geopolítica, Eduardo Bolsonaro, morando confortavelmente nos Estados Unidos com recursos pagos pelo povo brasileiro, aplaude e pede mais. Sem pudor, atua abertamente contra os interesses nacionais, reforçando a política de hostilidade que prejudica diretamente milhões de brasileiros dependentes da saúde pública.

Não se trata apenas de um ataque a um programa social. É um recado explícito ao continente: quem ousar manter políticas soberanas e alianças independentes será punido. É o projeto de domínio da extrema direita global – e a família Bolsonaro, em vez de defender o Brasil, atua como quinta coluna a serviço de Washington.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu com firmeza: “Saúde e soberania não se negociam”. Ele lembrou que o Mais Médicos já dobrou a quantidade de profissionais desde o início do governo Lula e segue salvando vidas. O senador Humberto Costa resumiu a lógica norte-americana: “Nos EUA, saúde não é direito, é negócio”.

Mas há um silêncio que incomoda: grande parte da imprensa brasileira limita-se a noticiar os ataques, sem assumir uma posição clara em defesa do país. Enquanto setores da mídia norte-americana expõem os podres de Trump diariamente, aqui ainda se trata o agressor com uma neutralidade cúmplice.

O Brasil não pode se ajoelhar. É hora de defender, com todos os instrumentos políticos e diplomáticos, nosso direito de garantir saúde e dignidade ao nosso povo. Trump pode até achar que manda no mundo, mas o Brasil precisa deixar claro que não está à venda, não se curva e não aceita sabotagem de dentro ou de fora.

Da Redação – Imagem: ChatGPT

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