Em resposta ao aumento vertiginoso da participação de menores em crimes violentos, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), sob o comando do secretário Chico Lucas, determinou o fechamento imediato da Delegacia de Proteção ao Menor Infrator. A medida, considerada estratégica e necessária, surge após um estudante ser executado a tiros dentro de uma instituição de ensino na zona Sul de Teresina – crime atribuído a um adolescente de 17 anos com extensa ficha criminal, ainda foragido.
O caso, investigado pela Delegacia de Repressão a Crimes Organizados (DRACO), expõe uma tendência nacional: a recorrência de menores recrutados por facções para atuar em homicídios, tráfico e outros delitos de alta periculosidade. Agora, as ocorrências envolvendo adolescentes infratores serão centralizadas em delegacias especializadas, como:
- DHPP (Homicídios)
- DRACO (Crime Organizado)
- DENARC (Narcotráfico)
- DRFV (Roubos/Furtos de Veículos)
FALHA DO SISTEMA E REINCIDÊNCIA CRIMINOSA
Em coletiva, o secretário Chico Lucas criticou a morosidade da Vara e da Promotoria da Infância e Juventude, destacando que a ausência de medidas socioeducativas efetivas transforma adolescentes em “repetentes do crime”.
— “Não podemos mais tolerar a impunidade. Menores com passagens por roubo, ameaça e até homicídio são liberados e, em semanas, estão reincidindo em crimes ainda mais graves. O sistema falha, e a sociedade paga com sangue”, afirmou.
O suspeito do homicídio escolar, A.A.P., é caso emblemático: já teve duas internações provisórias (janeiro e abril) por roubo e dano, mas retornou às ruas. Em julho, recebeu liberdade assistida – e, poucas semanas depois, tornou-se o principal acusado de executar um jovem de 18 anos em pleno ambiente educacional.
DETALHES DO CRIME: FACÇÃO, REDES SOCIAIS E VIOLÊNCIA
Segundo o DRACO, o homicídio foi orquestrado por uma facção rival após a vítima, Alex Mariano Nascimento Moura, postar uma foto privada portando uma arma. A imagem, interpretada como afiliação a um grupo criminoso, motivou a invasão da escola por integrantes da facção adversária. Alex foi abordado, teve seu celular confiscado para “confirmação” e, em seguida, morto a tiros em uma emboscada.
AUDIÊNCIA PÚBLICA E CORREGEDORIA
O caso será debatido em audiência pública na próxima semana, após denúncia formal de Chico Lucas à Corregedoria do Ministério Público. O objetivo é exigir agilidade nos processos e políticas mais duras contra a cooptação de menores pelo crime organizado.
PANORAMA NACIONAL: ADOLESCENTES COMO MOEDA DE TROCA DAS FACÇÕES
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelam que, entre 2019 e 2023, houve um aumento de 40% na participação de menores de 18 anos em:
- Homicídios dolosos
- Tráfico interestadual de drogas
- Recrutamento por milícias e PCC/Comando Vermelho
Em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, adolescentes são usados como “soldados descartáveis” – seja por isenção penal parcial, seja pela facilidade de aliciamento em áreas vulneráveis.
CONCLUSÃO: A NECESSIDADE DE UMA RESPOSTA IMEDIATA
O Piauí sinaliza uma mudança de postura, mas o problema exige ação federal. Especialistas apontam que, sem:
- Penalização mais severa para infrações graves
- Inteligência policial focada no recrutamento de menores
- Programas sociais efetivos (longe da influência das facções)
O Brasil continuará perdendo jovens para as fileiras do crime – e enterrando vítimas em salas de aula, vielas e comunidades.
O momento é de guerra. E a guerra não espera.
Da Redação – Imagem: Chat GPT


