Em uma ação coordenada que abalou a capital piauiense, a Polícia Civil deflagrou duas operações que investigam crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, atingindo figuras conhecidas e um suposto esquema de “rachadinhas” na gestão municipal anterior.
Operação Interpostos: Alvos de alto perfil e movimentações milionárias
A “Operação Interpostos”, conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR), teve como alvos principais Stanley Freire, filho do jornalista Silas Freire, e o ex-vereador Neto do Angelim. Os mandados de busca e apreensão foram executados na residência de Freire, no bairro Morros, e em uma empresa no Centro de Teresina.
A investigação teve origem em um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que detectou movimentações financeiras vultosas e atípicas. De acordo com o delegado Denis Sampaio, a operação busca desvendar a origem desses recursos, investigando fortes indícios de lavagem de dinheiro. Foram apreendidos documentos e eletrônicos durante as diligências, que cumpriram um total de sete mandados.
Operação Gabinete de Ouro: O Esquema das “Rachadinhas” na Prefeitura
Paralelamente, a “Operação Gabinete de Ouro” desvendou um suposto esquema de corrupção institucionalizado dentro da Prefeitura de Teresina durante a gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa. A ação resultou em quatro prisões temporárias e sete mandados de busca e apreensão.
Os presos são:
- Suelene Pessoa (Sol Pessoa), sobrinha do ex-prefeito;
- Marcus Almeida de Moura;
- Mauro José de Sousa;
- Rafael Thiago Teixeira Ferreira.
A investigação partiu de um dossiê anônimo que detalhava um mecanismo de “rachadinhas”. Segundo as evidências, uma pessoa – que chefiava o gabinete com plenos poderes – exigia a devolução de metade dos salários de centenas de funcionários terceirizados. O esquema contava com a operação de um empresário, identificado no dossiê como o “magnata dos terceirizados“, responsável por intermediar as transações financeiras e o pagamento de propinas.
As buscas se estenderam à Associação Beneficente a Favor da Vida e da Esperança, presidida por Sol Pessoa, e à empresa MM Transportes, de propriedade de Marcus Almeida, na tentativa de rastrear o desvio final dos recursos públicos.
As operações evidenciam um robusto trabalho de inteligência policial para combater a lavagem de capitais e a corrupção enraizada no poder público.
Da Redação – Imagem: Reprodução


