Piauí registra mais de 22 mil crianças sem o nome do pai na certidão, e Defensoria realiza mutirão para mudar essa realidade

Entre 2016 e 2025, mais de 22 mil crianças nasceram no Piauí sem terem o nome do pai incluído no registro civil. Somente no primeiro semestre deste ano, dos 15.160 nascimentos registrados no estado, 858 ocorreram sem o reconhecimento da paternidade — o equivalente a 5,65%. Com esse índice, o Piauí ocupa a segunda colocação entre os estados do Nordeste com maior número de registros incompletos, ficando atrás apenas do Maranhão.

Para enfrentar esse cenário, a Defensoria Pública do Estado do Piauí participa novamente da campanha nacional “Meu Pai Tem Nome”, marcada para o dia 15 de agosto. A ação tem como objetivo facilitar gratuitamente o reconhecimento de vínculos familiares, tanto paternos quanto maternos.

Durante o mutirão, os participantes terão acesso a serviços como exames de DNA, mediação e conciliação familiar, além de orientação jurídica — tudo sem qualquer custo. Em Teresina, o atendimento será realizado das 8h às 14h, na sede da Defensoria (Rua Nogueira Tapety, 138, zona Leste).

Além da capital, a mobilização também vai acontecer nas cidades de Bom Jesus, Corrente, Floriano, Oeiras, Parnaíba, São Raimundo Nonato e Uruçuí. A campanha deste ano também ampliou seu foco, oferecendo atendimento a familiares de pessoas privadas de liberdade, visando regularizar vínculos parentais de forma legal e voluntária.

Famílias interessadas podem obter mais informações e realizar a inscrição pelos números de WhatsApp: (86) 99477-7817 e (86) 99426-1053. Os detalhes por município estão disponíveis nos canais oficiais da Defensoria Pública do Estado.

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