A Polícia Civil do Piauí amanheceu nas ruas nesta quinta-feira (25) com mais uma ofensiva pesada contra o crime organizado. A terceira fase da Operação “Jogo Sujo” mirou em uma quadrilha especializada em exploração de jogos de azar online, lavagem de dinheiro e organização criminosa, desmontando um esquema que movimentava altas cifras no submundo digital.
A ação, coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e com apoio tático da Superintendência de Operações Integradas (SOI), aconteceu simultaneamente nas zonas Norte, Sul e Leste de Teresina. Ao todo, os agentes cumpriram oito mandados judiciais, entre prisões preventivas e buscas domiciliares, no avanço do Pacto Pela Ordem, programa estadual de combate às estruturas do crime.
Entre os alvos capturados estão nomes conhecidos nas redes sociais:
- Maria Vitória Silva de Sousa Lima, conhecida como DJ Latina Gold;
- Domingos da Silva Ferreira, o DJ Loboox;
- Nayanna Fonseca;
- Nathalya Therccia Carlos Ribeiro.
Segundo as investigações, o grupo utilizava seus perfis com milhares de seguidores para impulsionar plataformas ilegais de apostas e atrair vítimas. A estratégia era engenhosa: por meio de “contas demo” — perfis falsos com ganhos forjados —, os criminosos simulavam lucros exorbitantes para convencer seguidores a investir em sites fraudulentos. Uma vez dentro do esquema, as vítimas eram induzidas a depositar quantias cada vez maiores, acreditando em lucros inexistentes.
“O que temos aqui é um golpe travestido de oportunidade”, afirmou o delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC. “Essas organizações se aproveitam da ingenuidade das pessoas com promessas de ganhos fáceis. O resultado, no entanto, é sempre o mesmo: prejuízo financeiro e danos às vítimas.”
As autoridades destacam que a investigação segue em andamento e que novas prisões não estão descartadas. O objetivo é identificar todas as ramificações da rede criminosa, incluindo operadores financeiros e possíveis conexões com grupos maiores do crime cibernético nacional.
Com a “Jogo Sujo” em sua terceira etapa, a Polícia Civil reforça o recado: quem lucra com a ilegalidade está na mira, e o Estado não vai recuar no combate ao crime organizado digital.
Imagem: Reprodução SSPPI


