Por Damatta Lucas
O Brasil assiste, mais uma vez, a um espetáculo de covardia política patrocinado por um Congresso Nacional dominado por uma direita hipócrita, submissa aos interesses do mercado e inimiga do povo trabalhador. A mais recente demonstração dessa perversidade institucional veio do deputado bolsonarista Sóstenes Cavalcante (PL), líder do partido na Câmara. Com a arrogância típica de quem nunca precisou lutar por um prato de comida, ele declarou que o Congresso, se depender dele, não vai liberar os recursos para reparar os danos causados aos aposentados vítimas do escândalo do INSS — um esquema criminoso gestado dentro do próprio governo Bolsonaro.
A fala não é só vergonhosa. Ela escancara o que essa extrema direita representa: um projeto de poder sustentado na mentira, na crueldade e na proteção dos privilégios de poucos em detrimento da dignidade de milhões.
Enquanto o presidente Lula tenta corrigir uma injustiça monumental — garantindo centavo por centavo aos aposentados prejudicados por fraudes e negligência institucional — a liderança do PL diz “não”. Diz “não” ao pagamento, “não” à reparação, “não” à dignidade de quem passou a vida trabalhando e agora é tratado como lixo pelo Congresso.
É esse o retrato da extrema direita que infesta o Parlamento brasileiro. Gente que vota contra os pobres, mas vive pendurado nas benesses do Estado. Gente que grita contra corrupção enquanto protege corruptos de terno e gravata. Gente que chama Lula de “comunista” por propor que o rico pague mais e o pobre pague menos impostos — como já acontece nas maiores economias do mundo, inclusive nos EUA.
Sim, Lula quer tributar os bancos bilionários, os bets, e os super-ricos. Quer ampliar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, podendo chegar a R$ 7.000. O que a direita propõe? Congelar o salário mínimo por seis anos. Isso mesmo: deixar o povo amargar a inflação, enquanto banqueiros e herdeiros de fortunas seguem intocados. E para justificar esse ataque à dignidade dos trabalhadores, inventam mentiras grotescas como a de que Lula quer criar IPVA para bicicleta! Uma desonestidade intelectual digna de uma farsa.
Eles mentem, distorcem, inflamam as redes sociais com fake news porque sabem que se o povo souber a verdade, o projeto de concentração de renda deles desmorona. Sabem que a maioria esmagadora dos brasileiros quer justiça fiscal, quer salário digno, quer aposentadoria garantida, quer comida na mesa — e não vai aceitar mais ser sacrificada para proteger os 140 mil mais ricos desse país.
Deputados como Leonel Radde, do PT, estão certos ao escancarar essa farsa com os dois pés na porta. Ele não fala apenas por si. Ele fala por milhões. Porque alguém precisa confrontar os canalhas de cabeça erguida.
O Congresso Nacional, sob comando da extrema direita, quer fazer cortes no Bolsa Família, na educação, na saúde, na segurança, mas mantém intactos os privilégios dos rentistas e especuladores. Enquanto isso, o povo que vive de salário, de aposentadoria e de suor vê seus direitos sendo triturados em nome de uma “austeridade” seletiva.
Estamos falando de um momento em que a inflação caiu, o preço do arroz e do ovo caiu, o país tem pleno emprego e o maior ganho real do salário mínimo em anos. Isso deveria ser motivo de comemoração nacional. Mas incomoda quem janta caviar e viaja de primeira classe para a Europa todo mês.
Essa gente não quer um país mais justo. Quer manter o Brasil ajoelhado diante de quem já tem tudo.
O povo brasileiro precisa decidir: ou continua a ser espoliado em nome do lucro de poucos, ou levanta a voz para exigir respeito. Porque, no fim das contas, quem vive do próprio trabalho é que sustenta esta nação — e merece ser tratado com dignidade.
Imagem: Reprodução IA


