Sesapi investiga segundo caso suspeito de intoxicação por metanol no Piauí

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) confirmou, nesta segunda-feira (6), a investigação de um segundo caso suspeito de intoxicação por metanol no estado. Assim como o primeiro, o paciente foi internado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, e já recebeu alta médica.

O primeiro paciente, um jovem de 28 anos, foi internado na sexta-feira (3). Ele deu entrada no hospital relatando dores abdominais, visão turva e vômitos após ter ingerido gin. Inicialmente, ele já havia procurado atendimento na última quarta-feira (1º), foi medicado e liberado, mas os sintomas persistiram, levando-o a retornar à unidade. O segundo caso foi registrado no sábado (4). De acordo com a Sesapi, ambos evoluíram bem com o tratamento e já tiveram alta hospitalar.

A Secretaria informou que está seguindo os protocolos do Ministério da Saúde e que solicitou exames laboratoriais para confirmar ou descartar o diagnóstico de intoxicação por metanol em ambos os casos.

Paralelamente, as circunstâncias dos incidentes estão sendo apuradas pela Polícia Civil do Piauí (PCPI), em conjunto com as autoridades de saúde. A polícia foi acionada para investigar a origem da possível substância ingerida pelos pacientes.

A Sesapi reforça o alerta à população para evitar o consumo de bebidas alcoólicas de origem duvidosa. O Ministério da Saúde já havia emitido comunicados sobre intoxicações por metanol em outras regiões do país, relacionadas a bebidas adulteradas.

De acordo com a Nota Técnica Conjunta nº 360/2025, os casos de intoxicação por metanol são classificados como Evento de Saúde Pública (ESP). Toda suspeita ou confirmação deve ser notificada imediatamente aos municípios, estados e ao Ministério da Saúde, por meio do Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).

É considerado caso suspeito o paciente que, entre 6 e 24 horas após ingerir bebida alcoólica, apresente sintomas como desconforto gástrico, embriaguez atípica e alterações visuais. A confirmação depende de exames laboratoriais que identifiquem níveis elevados de metanol no sangue, associados a complicações graves, como acidose metabólica, cegueira ou coma.

Da Redação, com informações Sesapi – Imagem: Sesapi

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