Tarcísio na Trama: Governador é acusado de tentar enganar STF e facilitar fuga de Bolsonaro para os EUA

Uma denúncia grave e alarmante chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF): o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), teria atuado para facilitar a fuga de Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe, em uma articulação com dimensão internacional. A revelação joga luz sobre uma trama de obstrução da Justiça que envolve autoridades brasileiras, interesses estrangeiros e, possivelmente, uma organização criminosa transnacional.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta quinta-feira (11) uma petição contundente ao ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal nº 2668 no STF, pedindo investigação imediata sobre a conduta de Tarcísio. O documento denuncia uma tentativa coordenada de sabotar a jurisdição penal da mais alta Corte brasileira, com o objetivo de livrar Bolsonaro das consequências legais por sua participação na tentativa de golpe de 2022.

Tarcísio agiu para liberar Bolsonaro, segundo petição

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, Tarcísio teria ligado diretamente a ministros do STF tentando negociar uma autorização especial para que Jair Bolsonaro deixasse o país rumo aos Estados Unidos. A intenção: permitir um encontro com Donald Trump, presidente norte-americano, e discutir pessoalmente as tarifas de 50% impostas por Washington contra exportações brasileiras — uma retaliação direta ao fato de Bolsonaro ser réu no Brasil.

A petição classifica a iniciativa como “chantagem internacional”, e acusa Tarcísio de aderir conscientemente ao plano para facilitar a evasão do réu e interferir no andamento da Justiça brasileira. Para Lindbergh, “o que está em curso é uma tentativa escancarada de burlar a lei, com a participação ativa de figuras públicas que juraram defender a Constituição.”

STF reagiu com indignação

A proposta foi rejeitada por unanimidade pelos ministros do STF, que consideraram a sugestão “esdrúxula”. Nos bastidores, a Corte vê risco real de fuga e pedido de asilo político por parte de Bolsonaro, o que poderia tornar inviável sua responsabilização penal.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou a manobra como uma “lambança bolsonarista”. Em suas palavras:

“Fizeram a caca toda pensando na família Bolsonaro, e cada vez mais se afundam com as espertezas que elucubraram. Foi um vexame para o Brasil, e as consequências não tardarão.”

Obstrução de justiça e crime de traição nacional

Lindbergh pede que o STF investigue Tarcísio por possíveis crimes de obstrução de justiça, abuso de autoridade e colaboração com organização criminosa transnacional. O documento também reforça o pedido, já feito à Procuradoria-Geral da República (PGR), de que Bolsonaro seja imediatamente submetido a monitoramento eletrônico, diante do risco concreto de fuga — o pedido, registrado sob o nº 00202654/2025, ainda aguarda despacho.

A articulação de fuga não é isolada. Eduardo e Flávio Bolsonaro passaram a afirmar publicamente que novas sanções internacionais virão caso o Congresso não aprove a anistia aos golpistas de 8 de janeiro, expondo o país a uma chantagem inaceitável.

Estão usando o povo brasileiro como escudo para proteger o pai da prisão”, denuncia Lindbergh. “Agem como sequestradores que querem transformar a economia nacional em refém de uma causa antidemocrática.

Governo Lula reage

Gleisi reforçou que o governo federal seguirá firme na defesa dos interesses nacionais:

“Nosso governo vai continuar atuando com responsabilidade, mas com determinação e destemor. Não aceitaremos interferências externas nem tentativas internas de golpear a democracia.”

O escândalo levanta uma questão crucial: quem está de fato comprometido com o Brasil — e quem age como cúmplice de uma tentativa de fuga para escapar da Justiça?

Fonte: Damatta Lucas – Imagem: Reprodução X

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