Taxa de desocupação no mercado de trabalho piauiense cai no segundo trimestre de 2025

A taxa de desocupação no Piauí atingiu 8,5% no segundo trimestre de 2025, observando-se uma redução em relação ao primeiro trimestre do ano, quando registrou-se 10,2%. Apesar da redução, a taxa de desocupação do segundo trimestre de 2025 ainda ficou acima da registrada para o mesmo trimestre do ano passado (7,6%). A taxa de desocupação registrada no Piauí no segundo trimestre de 2025 foi a 4a. maior entre todos os estados da federação. São informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE.

No segundo trimestre de 2025, a desocupação atingiu 123 mil pessoas no Piauí, cerca de 26 mil pessoas a menos que no trimestre anterior, quando havia chegado a 149 mil, uma queda de 17,2% na quantidade de pessoas desocupadas. O setor público piauiense teve destaque no aumento da ocupação no segundo trimestre de 2025, com um incremento de cerca de 33 mil pessoas, onde a maioria dos servidores foram contratados fora do regime estatutário ou sem registro em carteira de trabalho.

A taxa de desocupação no Brasil para o segundo trimestre de 2025 foi de 5,8%, uma redução de 1,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao primeiro trimestre do ano (7,0%) e queda de 1,1 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior (6,9%). Trata-se da menor taxa de desocupação já registrada para o país na série histórica iniciada em 2012. No país, o número de pessoas desocupadas no segundo trimestre de 2025 chega a 6,2 milhões de pessoas.

Todas as unidades da federação também apresentaram redução na taxa de desocupação no segundo trimestre de 2025. As maiores taxas de desocupação para os estados foram: Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%), Distrito Federal (8,7%) e Piauí (8,5%). As menores taxas de desocupação ficaram com: Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%).

Reduz a taxa de desocupação em Teresina

No segundo trimestre de 2025, a taxa de desocupação de Teresina chegou a 7,8%, registrando queda de 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A taxa registrada em Teresina no segundo trimestre foi a oitava maior entre as capitais brasileiras e a quinta maior entre as capitais nordestinas. Na série histórica, a menor taxa de desocupação registrada para Teresina foi de 5,1%, no quarto trimestre de 2024.

As maiores taxas de desocupação entre as capitais foram: Manaus (9,4%), São Luís (8,9%) e Brasília (8,7%). As menores taxas foram: Palmas (3,0%), Goiânia (3,3%) e
Florianópolis (3,4%).

Piauí registra a menor proporção de pessoas com ocupação informal de sua série histórica

No segundo trimestre de 2025, a proporção de pessoas com ocupação informal no mercado de trabalho piauiense chegou a 51,8%, quinto maior indicador entre os estados do país, e menor proporção do estado registrada na série histórica da pesquisa desde 2012. No primeiro trimestre do ano, o indicador havia sido de 54,6%, o que representou uma queda de 2,8 pontos percentuais no segundo trimestre. O número de pessoas com ocupação informal no segundo trimestre de 2025 chegou a 688 mil pessoas no Piauí.

O contingente de pessoas ocupadas na informalidade no mercado de trabalho piauiense constituía-se de: trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ, com 321 mil pessoas (46,6%); pessoas ocupadas no setor privado da economia sem registro na carteira de trabalho, com 236 mil pessoas (34,3%); trabalhadores domésticos sem registro na carteira de trabalho, com 83 mil pessoas ocupadas (12,1%); trabalhadores de cunho “familiar auxiliar”, com 25 mil pessoas (3,6%); e os empregadores sem registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com 23 mil pessoas (3,4%).

No Brasil, a taxa de informalidade no segundo trimestre foi de 37,8%, apresentando uma leve queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. No país, o número de pessoas ocupadas na informalidade chega a 38,7 milhões. Os maiores indicadores de ocupação informal entre os estados foram: Maranhão (56,2%), Pará (55,9%) e Bahia (52,3%). Os menores indicadores foram: Santa Catarina (24,7%), Distrito Federal (28,4%) e São Paulo (29,2%).

Reduz a proporção de pessoas desalentadas no mercado de trabalho piauiense, mas estado ainda detém o segundo maior indicador do país

A proporção de pessoas em desalento no mercado de trabalho piauiense caiu de 8,6% no primeiro trimestre de 2025, para 7,1% no segundo trimestre, uma queda de 1,5 ponto percentual no período. Apesar da redução do desalento no mercado de trabalho piauiense, a proporção do estado ainda é a segunda mais alta do país. O número de desalentados no segundo trimestre de 2025 chegou a cerca de 111 mil pessoas, uma redução de 27 mil pessoas desalentadas em relação ao trimestre anterior.

No Brasil, a proporção de desalentados caiu de 2,8% no primeiro trimestre de 2025, para 2,5% no segundo trimestre do ano, redução de 0,3 ponto percentual. Entre os estados, as maiores proporções de desalentados no segundo trimestre de 2025 ficaram com: Maranhão (9,3%), Piauí(7,1%) e Alagoas (6,9%). As menores proporções de desalentados ficaram com: Santa Catarina (0,3%) e Mato Grosso do Sul (0,8%).

As pessoas “desalentadas” são aquelas que estão fora da força de trabalho, mas que gostariam de ter uma ocupação e estão disponíveis para isso, mas que no momento desistiram de buscar ativamente uma ocupação em razão dos seguintes motivos: não conseguiriam trabalho adequado; não tinham experiência profissional ou qualificação; não conseguiam trabalho por serem considerados muito jovens ou muito idosos, ou ainda não havia trabalho na localidade.

Fonte: IBGE – Imagem: Freepik

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