“Traficante” – Trump amplia ofensiva na América do Sul e mira governo da Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mirar a América do Sul em sua mais recente escalada de tensões diplomáticas. Após endurecer o tom contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, o republicano agora direciona ataques ao governo colombiano, liderado por Gustavo Petro — o primeiro presidente de esquerda da história do país.

No domingo (19), Trump anunciou a suspensão de toda ajuda financeira e subsídios à Colômbia, alegando que o governo de Petro estaria “fomentando a produção de drogas”. Em uma publicação nas redes sociais, o norte-americano chegou a chamar o presidente colombiano de “traficante de drogas”, intensificando a crise diplomática entre dois países que, até recentemente, eram considerados aliados estratégicos.

A resposta de Petro veio de forma imediata e contundente. Em uma mensagem no X (antigo Twitter), o colombiano classificou Trump como “grosseiro e ignorante” e afirmou que “trabalhar pela paz na Colômbia não é ser narcotraficante”.

A ofensiva de Washington ocorre em meio a uma operação militar em curso próxima à costa da Venezuela, supostamente voltada ao combate de cartéis de drogas. O governo americano afirma que Nicolás Maduro seria o líder de uma dessas organizações, acusação que o venezuelano nega veementemente. Desde agosto, navios de guerra dos EUA patrulham o Caribe e já atacaram pelo menos sete embarcações que, segundo o Pentágono, transportavam drogas.

Em um comunicado recente, o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, informou que um ataque realizado em 17 de outubro resultou na morte de três supostos rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo guerrilheiro colombiano. Ao todo, 27 pessoas já morreram nas ações, que vêm sendo duramente criticadas por Petro. O presidente colombiano acusa Washington de violar a soberania marítima de seu país e de promover uma “guerra unilateral disfarçada de combate ao narcotráfico”.

Enquanto isso, o embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Daniel García Peña, foi chamado de volta a Bogotá. O governo colombiano informou que anunciará “as decisões tomadas a respeito” ainda nesta segunda-feira (20), sinalizando uma possível ruptura diplomática.

Com o retorno de Trump à Casa Branca, as relações entre Washington e Bogotá atravessam seu pior momento em décadas. A aliança histórica entre os dois países — consolidada durante a guerra contra as drogas — dá lugar a uma disputa aberta, marcada por retórica agressiva, acusações mútuas e movimentações militares no Caribe.

Especialistas avaliam que a nova postura de Trump reflete uma tentativa de reposicionar a influência americana na América do Sul, em um cenário de crescente presença da China e de governos progressistas no continente.

Da Redação – Imagem: Chat GPT

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