Mais uma vez, o Brasil é alvo de um ataque político covarde, vindo não de um adversário estrangeiro, mas de um parlamentar brasileiro — Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — que, em conluio com forças de extrema direita nos Estados Unidos, trabalha ativamente contra os interesses do próprio país. Trata-se de um caso de sabotagem diplomática explícita, que expõe o nível de chantagem política a que o Brasil vem sendo submetido.
Em entrevista exclusiva ao Estúdio i, da GloboNews, nesta segunda-feira (11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que a reunião marcada para quarta-feira (13) com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para discutir o chamado tarifaço de Donald Trump contra produtos brasileiros, foi cancelada após a ação direta dessas forças extremistas.
Segundo Haddad, depois de ter sido designado pelo presidente Lula para interceder e retomar o diálogo com Washington, tudo caminhava para um encontro construtivo, como havia ocorrido em maio, antes de Trump anunciar a tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. No entanto, após a articulação de grupos ligados à extrema direita, a reunião foi abruptamente desmarcada, sob a frágil alegação de “falta de agenda”.
O ministro destacou que o episódio não é coincidência: dias depois do anúncio da reunião, Eduardo Bolsonaro declarou publicamente que impediria qualquer aproximação entre os governos brasileiro e norte-americano. Pouco tempo depois, veio o cancelamento — evidência de que interesses internos e externos se alinham para sabotar o Brasil.
A ofensiva não é isolada. Ela se encaixa no projeto geopolítico da extrema direita liderada por Donald Trump, que busca ampliar sua influência na América do Sul, apoiando governos alinhados ideologicamente, como o de Javier Milei, na Argentina. Nesse jogo, o Brasil é visto como um obstáculo, especialmente sob um governo que defende soberania nacional e equilíbrio nas relações comerciais.
Mais grave ainda é perceber que um parlamentar brasileiro atua como correia de transmissão desses interesses, abrindo mão de defender o país para cumprir uma agenda política estrangeira. Trata-se de um atentado não apenas contra o governo eleito, mas contra a própria dignidade nacional.
Enquanto isso, o tarifaço segue penalizando produtores e setores inteiros da economia, sem que os canais diplomáticos possam agir plenamente — não por falta de vontade do Brasil, mas por sabotagem deliberada de quem deveria proteger seus cidadãos.
A pergunta que fica é: até quando o Brasil tolerará que traidores da pátria se valham de mandatos públicos para servir a governos estrangeiros? E até quando Donald Trump continuará legitimando essas vozes minoritárias e radicais, ignorando os canais oficiais de Estado?
O episódio revela que a batalha não é apenas econômica, mas também política e moral. É sobre soberania. É sobre não se ajoelhar diante de interesses que transformam o Brasil em refém.
Por Damatta Lucas – Imagem: ChatGPT


