Sob justificativas falsas, governo norte-americano ataca sistema financeiro brasileiro enquanto amplia tarifas abusivas; alvo pode ser BRICS e investigações contra Bolsonaro.
As redes sociais explodiram nesta quarta-feira (16/07) com críticas à mais nova ofensiva do governo dos Estados Unidos, agora contra o Pix, sistema de pagamentos instantâneos que revolucionou a vida de milhões de brasileiros. Hashtags como #DefendaOPix, #BolsotrumpContraoPix e #InimigosdoPix dominaram os trending topics, enquanto usuários denunciavam a tentativa de Donald Trump – agora autoproclamado “ditador do mundo” – de interferir em uma política pública brasileira de sucesso.
A investida não é isolada. Dias antes, o governo norte-americano anunciou um “tarifaço” de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA, alegando “práticas desleais”. Analistas, no entanto, veem motivações políticas por trás da medida: a aproximação do Brasil com os BRICS, o fortalecimento de parcerias com China e Rússia, e as investigações internacionais contra Jair Bolsonaro, aliado de Trump.
Pix na Mira: EUA querem proteger Visa e Mastercard
O relatório do Escritório de Comércio dos EUA (USTR) acusa o Brasil de “práticas desleais” por oferecer um serviço público gratuito e eficiente, o Pix, que já tem mais de 150 milhões de usuários. O texto, baseado na Seção 301 (a mesma usada na guerra comercial com a China), sugere que o sistema “prejudica empresas norte-americanas”.
Nas redes, a reação foi imediata:
“O Pix é um sucesso popular que incomoda corporações bilionárias”, escreveu um usuário. Outro ironizou: “Agora o problema dos EUA é que o Pix é rápido demais?”
A suspeita é que a pressão venha de gigantes do cartão, como Visa e Mastercard, que perderam espaço com a adoção em massa do Pix no Brasil. O sistema, criado pelo Banco Central em 2020, eliminou taxas abusivas e democratizou o acesso a transações rápidas.
Aliados de Bolsonaro silenciam, e críticos reagem
Enquanto a hashtag #DefendaOPix viralizava, cobranças recaíram sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que já havia feito vídeos criticando supostas “taxações do Pix” – informação desmentida pelo governo. Desta vez, porém, ele não se manifestou sobre os ataques de Trump.
Já a oposição foi incisiva. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) denunciou:
“Trump quer o fim do Pix e que voltemos a pagar taxas para bancos e operadoras como Visa e Mastercard.”
O deputado Rogério Correia (PT-MG) ironizou:
“Agora o Trump quer acabar com o PIX no Brasil. Diz ele que é uma prática desleal com os EUA. Bom mesmo é votar em papelzinho pelo correio, né, Laranjão?”
PL da Devastação e Inteligência Artificial entram na guerra
Aproveitando o engajamento, ativistas ambientais impulsionaram a campanha contra o PL 2159/2021, o “PL da Devastação”, que flexibiliza o licenciamento ambiental. A hashtag #PLdaDevastaçãoNão ganhou força junto ao debate sobre o Pix.
Além disso, uma imagem gerada por IA viralizou: Bolsonaro segurando uma placa com os dizeres “Seu Pix pela minha anistia”, em alusão às suspeitas de que a ofensiva de Trump possa estar ligada a investigações contra o ex-presidente.
Governo Brasileiro Promete Retaliação na OMC
O Brasil já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e aplicará medidas de reciprocidade. O Ministério das Relações Exteriores monitora o caso, que pode escalar para uma nova guerra comercial.
Enquanto isso, a pergunta que fica é: Por que Trump está tão incomodado com o Pix? A resposta pode estar menos no “comércio desleal” e mais no medo de um Brasil soberano, integrado aos BRICS e livre das amarras financeiras dos EUA.
O povo brasileiro já deu sua resposta: #DefendaOPix está em todo lugar. Agora, é a vez do governo agir.
Da Redação – Imagem: ChatGPT


