Valdemar da Costa Neto ameaça parar o Congresso sequestrado pela anistia golpista

Mais uma vez, o Brasil tem a prova de que elegeu um Congresso dominado por mercenários da política, gente que se comporta como miliciano de terno e gravata. A maioria não legisla em nome do povo brasileiro, mas em defesa de seus próprios interesses e dos de Jair Bolsonaro — réu no STF por tentativa de golpe de Estado.

A declaração mais recente de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, é um tapa na cara do país. Ele ameaçou parar o Congresso Nacional caso a proposta de anistia ampla, geral e irrestrita não seja votada. É isso mesmo: o líder de um dos maiores partidos da Câmara admitiu que está disposto a sabotar o funcionamento da democracia, caso não consiga garantir a impunidade de Bolsonaro e seus cúmplices.

Não se trata de política, mas de chantagem aberta contra a República. Ameaçar travar projetos de interesse nacional — como a correção da tabela do Imposto de Renda, que beneficiaria milhões de trabalhadores — para salvar criminosos do 8 de Janeiro e apagar rastros de quem atentou contra a democracia é uma afronta direta à população.

Valdemar não pensa no povo. Pensa apenas em manter vivo um projeto de poder que fracassou nas urnas e foi desmascarado pelas investigações. Pensa em ressuscitar Bolsonaro, ainda que o ex-presidente esteja sendo julgado justamente por conspirar contra a Constituição. E, na falta dele, sonha em lançar Tarcísio de Freitas como “plano B”, ignorando que a extrema-direita brasileira cava sua própria cova com a subserviência humilhante aos Estados Unidos — algo que o povo brasileiro historicamente rejeita.

O que Valdemar chama de “arma política” nada mais é do que o sequestro da pauta do Congresso. Um sequestro em nome de um único objetivo: a impunidade. O PL não fala em saúde, não fala em educação, não fala em emprego. Fala apenas em blindar Bolsonaro, mesmo que isso custe a paralisia legislativa do país.

O povo brasileiro precisa entender com clareza: quem ameaça paralisar o Congresso para impor a anistia não está defendendo a democracia, está conspirando contra ela. Valdemar da Costa Neto e seus aliados são o retrato de uma elite política que age contra os anseios populares, que prefere servir a Trump e erguer bandeiras estrangeiras a encarar os reais problemas do Brasil.

Se o Congresso for paralisado, que fique registrado: não é culpa da oposição, não é culpa do governo, não é culpa do Supremo. Será fruto da escolha deliberada de um partido que age como facção organizada, contra o país e contra o povo.

Valdemar e seus pares podem até tentar sequestrar o Congresso. Mas não vão sequestrar a consciência da sociedade brasileira, que já sabe quem legisla em nome do povo — e quem legisla em nome de um projeto golpista derrotado, desesperado e sem rumo.

Por Damatta Lucas – Imagem: Marcelo Camargo

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