šŸ”„ Operação expƵe bastidores de guerra judicial no PiauĆ­: Advogados e servidora presos por esquema de coação e dossiĆŖs falsos

A manhã desta quarta-feira (22) começou quente em Teresina. A Diretoria Especializada em Operações Policiais (Deop) deflagrou uma ação de impacto que prendeu dois advogados e uma servidora pública estadual, todos suspeitos de integrar um esquema ousado de intimidação de magistrados, dossiês forjados e manipulação de decisões judiciais.

Os alvos da operação foram os advogados Juarez Chaves de Azevedo Júnior, FlÔvio Almeida Martins e a servidora Lucile de Souza Moura. As prisões são temporÔrias, mas o caso jÔ sacudiu os bastidores do poder no Piauí.

Segundo a PolĆ­cia Civil, o grupo Ć© investigado por coação no curso do processo, denunciação caluniosa, calĆŗnia e associação criminosa. O objetivo seria fabricar dossiĆŖs com acusaƧƵes falsas para tentar pressionar juĆ­zes e desembargadores em processos relacionados Ć  reforma agrĆ”ria — um tema sensĆ­vel e de alto impacto polĆ­tico e econĆ“mico.

āš–ļø PressĆ£o nos tribunais

As denúncias indicam que os investigados não mediram esforços para intimidar magistrados. Um dos episódios mais graves descritos no inquérito revela que um advogado chegou a colocar um dossiê diretamente sobre a mesa de um desembargador, um dia antes de um julgamento de seu interesse. O magistrado se sentiu coagido e denunciou o caso à polícia, o que abriu caminho para a operação.

De acordo com as investigações, três juízes e dois desembargadores teriam sido alvos de pressão, numa tentativa de distorcer o curso da Justiça e garantir decisões favorÔveis em processos milionÔrios.

šŸ‘ļø Alvo reincidente

O advogado Juarez Chaves jĆ” era figura conhecida das forƧas de investigação. Ele foi citado em duas operaƧƵes anteriores — uma da PolĆ­cia Civil, que apurava o mesmo esquema de dossiĆŖs falsos, e outra da PolĆ­cia Federal, na qual o desembargador JosĆ© James Gomes Pereira foi apontado como possĆ­vel integrante do grupo.

Na ação federal, Juarez chegou a cumprir medidas cautelares, como proibição de acesso ao Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) e impedimento de contato com outros investigados, incluindo o próprio desembargador, atualmente afastado do cargo.

šŸ›ļø Servidora ligada ao PalĆ”cio de Karnak

Entre os detidos, a professora Lucile de Souza Moura, servidora efetiva do Estado, também aparece no centro da investigação. Segundo o Portal da Transparência, ela estava cedida à Secretaria de Governo (Segov), onde atuava como assessora especial do governador Rafael Fonteles (PT).

Lucile foi exonerada do cargo no dia 1Āŗ de outubro, conforme publicação no DiĆ”rio Oficial, dias antes da operação. Na Ć©poca, divulgou uma nota pĆŗblica afirmando ter sido ā€œequivocadamente associadaā€ ao caso. Admitiu ter compartilhado ā€œinadvertidamente um arquivo PDFā€ com supostas denĆŗncias que circulavam em grupos de WhatsApp, mas negou qualquer intenção criminosa. Disse ainda respeitar o JudiciĆ”rio e que a verdade seria esclarecida.

āš–ļø OAB acompanha de perto

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí (OAB-PI), informou que acompanha o caso de perto para garantir as prerrogativas legais dos advogados presos, mas não se pronunciou sobre o mérito das acusações.

Enquanto isso, os três investigados permanecem custodiados na Central de Inquéritos de Teresina, e o inquérito segue sob sigilo de Justiça.

Fontes ligadas Ć  investigação afirmam que novas prisƵes e quebras de sigilo nĆ£o estĆ£o descartadas. A Deop teria em mĆ£os novas provas digitais e depoimentos sigilosos que podem ampliar o escopo da operação — e atingir nomes ainda mais influentes do meio jurĆ­dico e polĆ­tico do Estado.


šŸ’£ Em resumo: a operação desta quarta nĆ£o Ć© apenas uma ação policial — Ć© o retrato de uma batalha silenciosa travada nos bastidores do JudiciĆ”rio piauiense, onde dossiĆŖs, ameaƧas e interesses cruzados parecem ter substituĆ­do o que deveria prevalecer: a verdade e a JustiƧa.

Da Redação – Imagem gerada por IA Chat GPT

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